17 de abr de 2014

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green

Sei que a essa altura todos já devam conhecer a história, mas mesmo assim vai que alguém ainda não leu...

Demorei a sentir vontade de ler o livro, não me interessei logo de cara por se tratar de modinha. Realmente não foi a história mais tocante que li e diante de tantos elogios que teve, no meu pondo de vista deixou muito a desejar. Não é o livro perfeito, mas também não é o pior. Só esperava um pouco mais dele.

A Culpa é das Estrelas mistura amor jovem, drama e sick lit. Narra a história de Hazel Grace que tem metástase pulmonar e está em fase terminal do câncer e de Augustus (Gus) que não tem a doença há algum tempo, mas já amputou uma perna devido o osteosarcoma. É a história de dois jovens que lidam com o câncer à espera de um milagre ou, o mais provável, a morte.

No livro John Green retrata de forma bastante relevante o universo de uma doença que até hoje é devastadora e cruel. O livro promove reflexões profundas no leitor, fazendo-nos parar para pensar em o quanto a vida é curta e o quanto perdemos em não vivê-la.

Devo concordar com a maioria que os protagonistas se completam. Eles se conhecem em um Grupo de Apoio à crianças portadoras de Câncer, a partir daí vai evoluindo o romance entre eles.
"Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos, nem que possa evitar ficar doente e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa."
Apesar de falar de uma doença séria e mortal, o leitor não irá sentir pena de Hazel e Gus, eles são inteligentes, bem humorados, e pena é um sentimento que não lhes cai bem. O romance dos dois é inocente e puro e só lhes resta aproveitar o tempo que têm para viver juntos, da melhor forma possível.
"Alguns infinitos são maiores que outros."
O livro também fala da importância da amizade, principalmente nas horas ruins, no caso de Gus com seu amigo Isaac que perdeu um olho e está prestes a perder o outro para o câncer. Tem também a relação familiar, a constatação de que a doença é tão cruel não somente com quem a tem, mas com aqueles que o cercam.

Há as histórias secundárias, como a viagem para a Holanda em busca do autor preferido de Hazel, a vida de Isaac, amigo de Gus, as famílias, entre outros, que acabam por dar uma ênfase à mais na narrativa. Afinal nem só de amor e câncer vive a trama.
" - Esse é o problema da dor - o Augustus disse, e ai olhou para mim - Ela precisa ser sentida."
Achei o final meio previsível, mas no geral a história é boa e vale à pena ser lida. É uma leitura agradável e bem construída e John Green consegue mostrar que o câncer não deve ser encarado como drama.
"Sem dor como poderíamos reconhecer o prazer?"
Por Bebendo Livros

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