30 de ago de 2014

Resenha: Sob a Redoma - Stephen King

Demorei uns 3 meses para ler e um tempo muito parecido para resenha-lo. Não foi uma leitura fácil, mas quando é que algum livo dele é? Mas podem ter certeza que foi uma das mais prazerosas e sem dúvida foi a melhor obra dele que eu já pus as mãos e a mente inteira.

Sob a Redoma é frenético, intenso, revoltoso, de tirar o folego. A cada página mínimos detalhes são estudados profundamente e aquilo que parecia não ter importância se mostra o mais valioso, torna-se o que deve-se prestar mais atenção e cuidar. Sob a redoma é impossível de prever, de cogitar, nada é o que parece ser.

Em Sob a Redoma conhecemos a pequena cidade do Maine, Chester's Mill; como de costume cada individuo que reside ali se conhece, todos acham que ali não há segredos, uma cidadezinha exposta perante o olhar do moradores. A prefeitura é composta de três integrantes Jim Rennie o primeiro prefeito, mas não passa de ser apenas um escudo para Big Jim. Big Jim o segundo prefeito e o manda-chuva da cidade, porém guarda muitos segredos e tenta não se deixar expor muito e Angie a vereadora sem voz ativa nenhuma. A política em Chester's Mill não é muito diferente da que nós vivemos, há muita corrupção, lavagem de dinheiro, despreocupação com a sociedade, mas conforme o decorrer da história a situação vai ficando bem delicada e precária na cidade e o poder político mostra-se desesperadamente despreparado para resolver o que está por vir.

Conhecemos Dale Bárbara mais conhecido como Barbie, um ex funcionário do exercito extremamente condecorado, novo na cidade, tem cara de malvado e um bom coração, mas não é dos mais amados. Recentemente caiu numa armadilha de uns garotos sem responsabilidade e passou a ser visto como um estuprador. Julia Shunway a dona do jornal da cidade, enxerida que só vendo, odeia os representantes políticos da cidade e é igualmente odiada por que tende a exibir os podres de todo mundo em seu jornal, torna-se a melhor amiga de Barbie e ela nem imaginava quanto problema era teria por isso. Rusty Everret o médico do hospital local, nunca sentiu o cheiro de podridão no ar de Chester's Mill, sua maior preocupação sempre foi atender da melhor forma possível os pacientes que lhe chegavam a porta e quando começou a faltar recursos ele se incomodou, só que aí não foi só pela falta de recursos que ele arranjou problema. Junior Reenie, filho de Big Jim, acha que consegue se livrar de todo e qualquer problema por seu pai ser praticamente o dono da cidade, é inconsequente, psicótico e totalmente irritante, tem sérios problemas mentais e quando mais a história avança vamos acompanhando sua degradação.

A história conta com inúmeros personagens, é sério, acho que nunca li nada em que absolutamente todos os personagens são estudados, aprofundados e aproveitados, porém esses citados a cima são os que tem mais destaque e participação.

Numa bela tarde como todos devem saber pois é o tema que a história gira, uma redoma cai sobre a cidadezinha isolando-a do resto do mundo, é impenetrável, indestrutível. O exercito tenta de toda forma aniquilar com a coisa, mas é parece impossível e logo torna-se uma atração mundial. O livro contém 960 páginas, mas acredite só vivemos em C. Mill por uma única semana. Os dias passam bem devagar, se não prestar muita atenção no que acontece você vai se perder, vai ter que reler muitas partes e vai ficar louco. Digo isso por experiência própria. Quando o problema se instala na cidade os moradores não sabem muito bem como lidar com a situação, mas ainda sim estão esperançosos de que algo, alguém de fora os ajude, mas quanto mais as horas passam mais complicado vai ficando para todo mundo, o números de suicídios aumenta gradativamente. Ninguém quer ficar ali, ninguém aguenta ficar ali. Logo o clima dentro da "bolha" passa a mudar, o calor aumenta, passa a faltar água e luz, a comida vai ficando escassa, o hospital vai perdendo cada vez mais seus recursos porque a cada dia mais e mais pacientes o procuram. A cidade entrou em estado de alerta e para muitos a lei da sobrevivência passou a vigorar, os mais fortes e hábeis sobrevivem, os fracos, morrem. O povo começa a se revoltar, o caos se instala, acontecem saques, assassinatos, estupros, roubos e ninguém sabe de nada, ninguém viu nada e ao mesmo tempo todos participam de cada barbaridade, numa tentativa de controlar a todos a prefeitura passou a aumentar as tropas policiais com os jovens da cidade, jovens como Junior Reeniie, inconsequentes, sedentos por poder, abusivamente fortes, incontroláveis. C. Mill não é mais o que costumava ser, nunca mais será. A redoma destruiu famílias, amores, almas, pessoas, ah sim, descobertas significativas para a sociedade foram feitas, acredito que a civilização, tal como era mudou imene suravelmente após a catástrofe, mas a que custo?

Enquanto eu me aventurava pela história pensei muito sobre projetos governamentais, a tudo que a nossa sociedade é submetida por conta deles, para conhecimento e proveito deles, cogitei no que uma dessas "brincadeiras" deles poderiam fazer conosco, em que poderiam nos transformar. Eu não sei, mas eu acredito que a ciência e automaticamente a política detêm um poder grandioso e talvez perigoso, só que ninguém realmente louco conseguiu por as mãos em tal coisa. Mas quem vai saber quantos Big Jim's estarão no poder ou quando será que um Hitler da vida aparecerá? Não sabemos, mas sempre pode acontecer.

Por Ana Carolina Costin 
Via Trapo Literário 

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